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Resumen Este artigo examina cidades africanas como os mais recentes pontos do circuito transnacional da capoeira. Uma África imaginada tem sido parte integrante da prática da capoeira no Brasil, porém, apenas recentemente foi que capoeiristas brasileiros começaram a viajar à África. Baseado em trabalho etnográfico realizado no Brasil e em Angola, examino esse “retorno” da capoeira à sua pátria imaginada e argumento que esse fluxo no Sul Global é um processo recíproco de imaginação: enquanto os capoeiristas brasileiros imaginam que Angola possui as raízes geradoras de sua prática, os capoeiristas angolanos imaginam o Brasil como o preservador dessas raízes. Os jovens de Luanda e Benguela abraçam a prática como uma cura para a crise de identidade comunitária resultante de quase meio século de guerra. Tanto os capoeiristas angolanos quanto os brasileiros mobilizam a capoeira para se enraizarem em um passado local e, ao mesmo tempo, criarem um futuro global de mobilidade transnacional e cosmopolitismo. [Brasil, Angola, diáspora, capoeira, cultura expressiva]
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