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O objetivo deste artigo é analisar o universo circense, ou seja, os circos e aqueles que estão envolvidos em suas atividades cotidianas de criação, manutenção e desenvolvimento da organização cir - cense tendo como lente a teoria de campos de Bourdieu. Empiricamente buscamos construir um corpus qualitativo e diversificado, tendo como base 28 circos e 116 entrevistas e conversas gravadas, artigos de jornais, acompanhando circos, assistindo espetáculos, etc. Particularmente as entrevistas semi estrutu- radas e construídas pela técnica “bola de neve”. Buscando fugir aos estereótipos e dar voz à aqueles que fazem as organizações, desdobramos essa pesquisa, em que as várias vozes dos agentes são ouvidas, nos esclarecendo como sujeitos circenses e organizações – os circos - se entrelaçam e se constroem. Não identificamos uma dominação clara de um agente em relação ao outro no campo. Exceto pelas dificulda- des legais apontadas pelos circos de menor porte, as relações de poder são muito mais visíveis quando se trata da permanência no campo. Estando os agentes mais distantes do acesso aos recursos simbólicos e de poder, mais estão eles sujeitos ao desaparecimento ou a uma continuidade precária.
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