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INTRODUÇÃOOs mestrados profissionais (MP) são uma realidade nas áreas de Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo.Nasceram de modo conceitual em dezembro de 1965, com a publicação do Parecer CFE nº 977 (Cury, 2005), e tomaram corpo nos anos 1990 (Fischer, 2005).Desde sua concepção, a modalidade profissional constitui-se em uma alternativa à formação acadêmica de professores e pesquisadores.Ela é orientada à aplicação prática e voltada às necessidades do mercado de trabalho (Paixão & Bruni, 2013), tendo em vista que "a expansão da indústria brasileira requer número crescente de profissionais criadores, capazes de desenvolver novas técnicas e processos, e para cuja formação não basta a simples graduação" (Almeida et al., 2005, p. 165).Entre 2006 e 2017, o número de MPs na área de Administração cresceu de 16 para 74, representando cerca de 40% de todos os cursos da área (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -CAPES, 2017).Em 2018, foram titulados mais mestres profissionais do que mestres acadêmicos na área.Esse rápido e constante crescimento dos MPs é decorrente das resoluções e portarias normativas que regulamentaram a modalidade profissional no âmbito da CAPES e, principalmente, pelo aumento da procura por cursos de titulação avançada com ênfase na solução de problemas aplicados.A partir de 2019, os MPs receberão a companhia dos recémaprovados cursos de doutorado profissional (DP).A ascensão da modalidade profissional trouxe novos desafios aos programas de pósgraduação.Como a experiência brasileira de cursos stricto sensu é uma mescla de trajetórias europeias e norte-americanas (Verhine, 2008), não há ainda um padrão que estabeleça como são os processos admissionais, os exames qualificatórios, as produções técnicas e tecnológicas, ou mesmo o produto final dos MPs e DPs.Tais questões se amplificam pelo fato de esses cursos de mestrado e doutorado não terem como principal objetivo formar o profissional, e, por isso, mesmo não são mais chamados de mestrados ou doutorados profissionalizantes.Presentemente, MPs e DPs propõem-se a qualificar profissionais já atuantes no mercado de trabalho em práticas inovadoras e transformadoras, tornando-os capazes de gerar soluções para problemas complexos que organizações públicas e privadas não conseguiram resolver.Logicamente, este artigo não tem a pretensão de abordar todas essas questões.A partir do contexto apresentado, a análise debruça-se sobre uma questão pouco discutida no âmbito da pósgraduação brasileira: os desafios do ensino em mestrados e doutorados profissionais.Neste artigo, em particular, serão debatidos o ensino de estratégia, as questões precípuas e os desafios aos docentes.Não se tem aqui a presunção de orientar a estrutura curricular dos cursos.Ao contrário,
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